LIDANDO COM O LUTO E COM PESSOAS ENLUTADAS

By renataazevedo

 Oi, pessoal!

Tomei o maior susto quando vi o número de visitantes!! Quanta gente já passou por aqui!! Vcs não imaginam como é bacana ver que vcs ainda lembram da gente! Olha, continuo lendo os comentários, continuo aprendendo muito com vocês, mas queria ”dedicar” o post de hoje a Lali, que deixou um comentário ontem aqui. Oh, mas vou logo explicando, apesar do título, não é intenção minha ensinar nada a ninguém, nem deixar clima triste, não é nada disso…ela perguntou e eu vou responder, até pq a dúvida dela é tão comum…convivo com isso todos os dias…meus pais, por exemplo, não sabem lidar com isso…

Mas vamos deixar de lenga-lenga e vamos logo aos “justamentes” como diria meu amigo Juvenal Antena…rsrs

Uma vez ouvi uma música chamada “O Romance da Universitária Otária” do grupo Blitz que dizia: “todo mundo que ir pro céu mas ninguém quer morrer”. É mais ou menos isso…A idéia de ir pro céu é ótima, mas quem lembra de que é preciso morrer antes? O maior erro do ser humano é achar que está preparado para lidar com a morte, mas a morte é um tipo de ”coisa” que só acontece com os outros. No dia que acontece dentro da sua casa, vc fica completamente perdido. A gente, erroneamente, acha que está preparado para enterrar nossos pais e não os nossos filhos, que isso foge a ordem natural das coisas…isso é balela, em qualquer relacionamento baseado em amor, pai-filho, filho-pai, neto-avô, marido-mulher, amigo-amigo, com certeza, a dor é a mesma. Isso eu aprendi aqui, no balcão, com meus clientes. Sempre aparece filhos que não conseguiram superar a dor de perder um pai ou uma mãe, ao ponto de não enxergar os filhos que estão aqui ainda ou de amigos que perderam amigos que eram quase irmãos. Definitivamente, perder não é algo que a gente tenha se acostumado a gostar ou aceitar.

Eu acredito que o maior problema em lidar com o luto e com a pessoa enlutada é justamente pq as pessoas teimam em forçar uma barra, um clima, tipo assim “vamos falar coisas engraçadas para que fulano sorria”. É aí que o povo se embanana todo, piora a situação e cria constrangimentos. Ei, perdi um filho, dói demais, mas sou a Renata, aquela que rala pra caramba, mãe tbm do Gabriel e da Larissa, tenho muitas coisas bacanas no meu conteúdo, que vão além do falecimento de um filho. Se estou na sua casa falando de trabalho, pode ter certeza que é pq eu quero falar de trabalho, se estou conversando sobre casamento, é pq eu quero falar de casamento, se estou falando do Vinícius, é pq o Vinícius continua sendo meu filho e quero falar dele. As pessoas, naquela necessidade louca de ajudar, criam nessas horas um lastro enorme, tentam disfarçar o que não dá para disfarçar, tentam mudar de assunto.

Se eu pudesse enumerar o que me irrita (acho que irrita a qualquer enlutado) seria mais ou menos assim:

1- Olhar de pena. Gente, fala sério…isso é horrível! Não quero que as pessoas olhem para mim e pensem “coitadinha, ela perdeu um filho e estava grávida de um que é especial”. O que aconteceu, tornando tudo mais claro, é que a hora do Vinícius era aquela. É lógico que não era a hora que EU queria, mas era a hora dele. Fiz o que pude, fiz tudo, daria minha vida mil vezes, mas tinha que ser assim e ponto. Oi, estou aqui, viva, amando, gerando mais um filho, batalhando.  

2- Envolver Deus em todas as coisas.  Acho que na falta de saber o que dizer, as pessoas falam bobagens e envolvem Deus no momento errado. Tinha acabado de enterrar um filho e uma pessoa chegou e me disse: “Veja como Deus sabe das coisas…tirou um filho, mas te deu outro!”. Tipo assim, me dá essa bala que eu te trago um pirulito. Isso contribuiu muito para criar dúvidas na minha cabeça sobre Deus. Eu pensava “que Deus é esse que faz isso com uma mãe tão amorosa, com uma pessoa legal como eu?”. Não vou ficar pregando, mas está lá na Bíblia um trecho que fala que quem segue a Deus não está livre de carregar suas cruzes. Eu ouvi muita abobrinha, teve gente que disse que “Deus estava me poupando de sofrimentos…que o Vinícius poderia ser um delinquente e tals”. Ei, mas eu queria ter a oportunidade de educá-lo, de me surpreender, de me decepcionar, de me alegrar…Deus não poderia decidir isso. Hoje, com a cabeça mais no lugar, sei que sou uma pessoa muito abençoada e minha relação com Deus está ótima. Então, jamais, never, fique falando que Deus fez isso ou aquilo para quem está vivendo um luto. Um abraço ou um “conte comigo para qualquer coisa” vale muito mais.

3- O esquecimento. Meu pai, no dia das mães, enviou um buquê lindo para ela com um cartão. Na dedicatória assinou o nome de todos, inclusive da Larissa, mas não citou o nome do Vinícius. Eu vi e fiquei quieta, pensando exatamente que tudo tinha voltado ao normal e que o Vinícius era uma página virada. Fiquei triste demais…mas minha irmã, sem eu falar nada, teve a sensibilidade de escrever  “e Vinícius também”. Minha mãe pediu que eu fizesse um calendário e colocasse a foto da família toda. Ela nem precisou dizer que era para incluir a foto do Vini pq eu sei que meu filho, entre nós ou acima de nós, faz parte da família. E ele está lá, na cozinha dela, sorridente e lindo junto com toda a galera. No Natal, comprei flores lindas e levei para o seu jazigo (lógico que queria levar um playstation para ele detonar, mas essa não é a minha história). No dia que fez 1 ano que ele faleceu, levei um outro arranjo lindo. Em setembro, no aniversário dele, vou levar os brinquedos que eu daria para ele para as crianças em tratamento. É a minha maneira de “comemorar” a existência dele. Quando eu vejo algo que me faz lembrar dele, eu não deixo de falar: nossa, isso é a cara do Vini! Assim como quando vejo algo que me faz lembrar do Biel eu tbm falo: caraca, o Biel aqui iria surtar..rs. E agora, quando vejo coisas cor de rosa, cheia de babados, já imagino como a Larissa vai ficar linda ali dentro! Tenham certeza que isso não me entristece…aos olhos dos outros meu filho morreu, mas para mim ele é vivo e presente e vai continuar sendo meu guri loirinho a vida inteira. Meu filho nunca vai ser uma página virada, a memória dele nunca vai se apagar…ele é a parte mais bonita e perfeita de mim.

4 – Frases feitas / tempo. Chega de “saudades sim, tristeza não” e “o tempo cura”. O tempo não cura, a saudade aumenta. É hipócrita dizer que não se deve sentir tristeza…sinta-se triste quando tiver vontade, chore, grite, dê uns socos na parede, vomite tudo…faz bem. Coloque tudo para fora. Depois, com certeza, dá para respirar fundo e tocar em frente.   

Se eu pudesse resumir que atitudes são bacanas, citaria sem sombra de dúvidas a palavra RESPEITO. Se eu quero chorar, me deixem chorar, não exijam o contrário, respeitem a minha vontade. Se eu quero falar com saudosismo dele, me deixem falar…é muito bom falar de quem a gente ama, falar do maior tesouro que a gente pode ter. Outra coisa legal é SABER OUVIR…ouça com atenção pois a maior necessidade de um enlutado é se fazer ouvir. Quando eu tocava no nome do Vini, meus pais ficavam brancos, sem graça, cortavam o assunto e isso me entristecia muito pq eu só queria que alguém me ouvisse. Por isso me jogava de cabeça no blog…lá eu escrevia, escrevia, muitas vezes lia coisas muito bacanas e, tantas outras, lia coisas completamente desrespeitosas.  

Então Lali, espero que tenha te ajudado. Ouça a Patrícia, respeite a vontade dela de falar da filha e mostre para ela que a Maria faz parte da vida e vai continuar fazendo. Entenda que a morte é uma passagem…a Maria está ali, junto com meu Vini, esperando a hora de dar um abraço na mãe. E tenha certeza, amiga, o que move um enlutado é isso…saber que um dia a gente vai se reencontrar.

Bjo

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29 Respostas para “LIDANDO COM O LUTO E COM PESSOAS ENLUTADAS”

  1. Chris e Gabriel Disse:

    Ai meus olhos encheram de lágrimas, porque posso até fazer idéia da dor que sente, mas não sei como ela é, que cor tem, que dor que dói. Isso pra mim é fora do comum, fora da realidade. Pra mim, você é ainda a Rê do Vini que conheci ainda grávida, que juntas esperamos ansiosas a chegada deles e em contagem regressiva foi Gabriel, Arthur e Vini. Isso não tem como mudar ou apagar.
    Beijos

  2. Sonia Piros Disse:

    Rê,
    Acho que nem se lembra de mim, te acompanhava antes e fiquei feliz de encontrar esse blog novamente!!!
    O Gabriel está lindo, fico imaginando como vai ser sua Larissa e a alegria que vc vai ter… é tão bom ter filhos!
    Vou adorar ler as etapas do Gabriel da Larissa, as memórias do Vini e toda as peripécias dessa família encantadora!
    Um grande beijo!

  3. BIA Disse:

    POXA, DEPOIS DESSAS PALAVRAS, SEM PALAVRAS!! LINDO!!

  4. Anne Disse:

    Rê é impossível ler os seus posts e não se emocionar e “sentir na pele”…
    Deus abençoe!
    Beijos no coração!

  5. Ema Lúcia _ Eminha Disse:

    Re…
    Voce é incrivel mesmo! Sabias palavras. Sabemos como é dificil perder quem amamamos, perdi meu pai quase 10 anos, mas é como fosse o dia de ontem. Voce me conforta! Lagrimas emocionadas banham meu rosto.
    Obrigado pelo seu desabafo.
    Um beijo carinhoso.

    Eminha.

  6. Lali, Edu e João Disse:

    Rê,
    muito obrigada, MESMO, pela sua atenção e gentileza ;)
    Acho que vc esclareceu bastante as minhas dúvidas.
    Muita coisa eu já intuia, pela minha experiência de luto, com a perda do meu pai com quase 7 anos. Agora com seus cometários, consegui voltar no tempo e lembrar exatamente dos meus sentimentos nesta época. Lembro que o olhar de pena me deixava péssima – coitadinha da orfã… – era o pior sentimento que
    poderiam ter por mim. Por isso, até me privava de chorar, de falar nele, de espernear, de gritar, de pôr pra fora, preferindo fingir estar tudo bem.
    Outra lembrança que me veio à cabeça, foi a minha necessidade de marcar a sua existência. Sempre fazia um cartão ou brinde na escola, no dia dos pais. Fazia questão de preparar junto com as outras crianças, embora aos olhos dos outros, isso pudesse parecer macabro, ou triste. Pôxa, eu também tive um pai,
    ele só foi embora antes, mas nunca deixará de ser o meu pai.
    É isso mesmo, que vc disse. O problema é esse contrangimento da nossa sociedade, perante algo tão natural quanto a vida, que é a morte…
    Muitos bjs, na família toda!
    Lali

  7. Ivy - Mãe do Luan e madrinha da Larissa !! Disse:

    Chorandoooo…….passou 1 filme na minha cabeça agora……
    Bjs

  8. Elaine Morais Disse:

    Rê,

    Que bom te ler novamente!
    E como é bom saber de você o que incomoda e desrespeita uma pessoa em luto.
    Sabe, o Vini também nunca vai sair da minha vida! Ele tem um lugar especial no meu coração, assim como você, Biel e a Larissa!!
    E por falar nisso, to muito feliz por você, foi muito bom ter falado contigo e saber das peripécias do Sr. Biel kkk e que a Larissa tá vindo trazendo ainda mais alegria!
    Estamos quase na mesma fase de gravidez, e é uma delícia sentir os pulinhos e chutinhos não é mesmo?

    Querida, ainda vou conhecer Vila Velha, ainda vou conhecer vocês!
    Pode demorar, mas se Deus quiser ainda vou te dar aquele abraço!

    Beijos

    Elaine Morais, Gui e Arthur (28 semanas e 2 dias)

  9. Ana Luisa Disse:

    Oi Rê;

    Foi muito bom ouvir de você, o que de fato incomoda um “enlutado”, porque tenho certeza de que só quem vivenciou essa dor sabe dizer.
    Realmente é muito complicado também para quem não é diretamente ligado, mesmo que tenha sofrido também pela perda, saber a palavra certa, na hora certa. Tenho a impressão de que as vezes o silêncio é de ouro, por outro lado, acho que em muitas vezes ele se confude com omissão e esquecimento. É uma situação delicada, mas tenho certeza que esse seu desabafo veio em auxilio de muitas pessoas que se sentiam perdidas quer diante de uma perda direta, quer diante de situações dessa natureza, de consolo, de amparo.
    Para mim, você sempre será a mãe do Vini, do Biel ( que nasceu no mesmo dia que eu) e da Larissa, além de outros marinheirinhos, quem sabe? E essa pessoa bacanérrima, que tanto acrescenta em nossas vidas. Beijo linda e boa noite.

  10. Tathy Disse:

    Oi Rê,

    muito pertinente o que vc escreveu neste post. É importante que as pessoas que perdem alguém especial façam o seu luto e o vivam. A gente não pode esquecer que a morte faz parte do ciclo da vida. Algumas pessoas pensam que anti-natural crianças ou até mesmo bebês morrerem. Será? Acho que a nossa falta de preparo em lidar com o tema, com a nossa dor, nos faz cegar em vários momentos da vida. Temos a fantasia de que seremos imortais, que viveremos pra sempre ao lados daqueles que amamamos.

    Querer colocar “tudo na sacola” da religião faz com que muita gente não entre em contato com a morte. Acho que mais uma vez é a tal necessidade em ser eterno. O que existe depois da morte? Eu não sei. Seria muito confortante pra mim saber que depois daqui eu vou pra outro lugar. Mas a única coisa que eu sei mesmo é que o amor, o carinho e a lembrança esses sim, são imortais.

    Ps1: talvés o seu pai não tenha assinado no cartão o nome do Vini por não conseguir entrar em contato com a lembrança e a dor da perda. Tenho “pra mim” que ele não esquece do garoto por nada nesse mundo.

    Ps2: Vc conhece o livro: Sobre a morte e o morrer de Elizabeth Kubler-Ross?

    Bjsssssssssssss e até mais.

  11. Flavia Bernardo Disse:

    Nossa…como aprendo com seus posts!!
    Vc não faz idéia!

    Muita luz pra vc!
    Beijossss

  12. Elianinha Disse:

    Para quem vive com uma pessoa enlutada, a irmã de mamãe, minha tia Vera, aprendo com ela o que hoje você postou. Mesmo tendo 4 filhos, o Léo continua fazendo parte da família … e muito. Foi através dele, que muitas vezes crescemos com seus ensinamentos!
    Converso com ela diariamente, e, você faz parte de nossas conversas.
    Super beijos …

    *E onde você achava que nós tínhamos esquecido de vocês?

  13. Cíntia Levita Disse:

    É um assunto muito delicado, Rê. Eu mesmo penso que ficaria totalmente desconcertada. Mas concordo que agir com naturalidade, deixando as coisas no seu devido lugar é a atitude mais correta.

  14. JANAINA RUELES - MAE DA CAROLINA Disse:

    Querida Rê!
    Fiquei muito feliz ao ver que vc voltou… Vc fez muita falta aqui.
    Pensei muito em vc essa semana, usei seu exemplo de dor e superaçÀo, sou amiga do Paulo e Alessandra, pais do João Roberto, essa foi a pior semana da minha vida… MAs, vamos superar se Deus quiser e ele vai querer!!!
    Bjs em todos…
    Amo vcs!!!

  15. sybelle Disse:

    amiga, vc como sempre com palavras lindas e verdadeiras né?
    tudo corretíssimo em suas palavras…
    amo vir aqui, me faz bem essa troca de experiência.
    bjs

  16. ANA LUIZA Disse:

    Oi Rê,
    adorei seu último post. É isso aí: ninguém está preparado para a perda que a morte trás, embora cedo ou tarde todos tenham que encará-la. Na minha história ela apareceu bem cedo. Com seis anos e meio perdi meu pai. Até hoje me lembro da intensidade de tudo aquilo e principalmente da minha sensação de desamparo ao constatar com os adultos viravam crianças nessa hora e também não sabiam lidar com aquilo, o que me deixou ainda mais insegura. A morte de alguém jovem (criança nem se fala) é ainda mais assustadora e nos coloca diante de nossa impotência diante da vida. Para a psicanálise isso se deve ao fato de que no inconsciente somos todos imortais, ou seja, no fundo niguém aceita que vai morrer ou perder seus entes queridos. Sou psicóloga e na minha clínica lido com alguns pacientes enlutados. Uma delas perdeu a mãe há mais de 10 anos e ainda sente como se fosse hoje. Ela já era adulta, mas mesmo assim ainda se sente órfã. É como você falou, a morte de alguém querido, seja quem for, nos deixa desamparados e órfãos.
    Acho essa discussão muito bacana. Ao falar de morte estamos falando de vida também, em todas as suas dimensões.
    um forte abraço
    ANA LUIZA

  17. Jéssica e Érik Vinícius Disse:

    Oi Rê, que bom poder aprender com vç. pois muitas vezes não sabemos como agir diante dessas situações, mas saiba que estamos aqui para te ouvir, contar e lembrar com saudades do Vini, pois uma estrelinha que brilha tão forte não pode passar nenhum dia sem ser lembrado, e quero que saiba que mesmo sem ler o seu blog durantes todo este tempo, sempre lembrei de sua familia linda, bjos

  18. Patrícia - mãe do Zayon Disse:

    Rê!! lindo ensinamento…muita gente vai poder se corrigir com o Blog de hj…
    Ah!! uma perguntinha…vc não vai postar foto do minduinzinho..? e da barriga pra gente ver como estão?….acho que eu e todas, estamos com saudades do nosso moreninho lindo…louca..louca pra ver a carrinha de danadinho dele….
    Pense bem..Rê!!
    De esse presentinho pra nós…
    Bjus…a vcs 5…

  19. Danielle Disse:

    NEM ACREDITO AMEIIII SABER QUE VC ESTÁ DE VOLTA!!!! sei que as pessoas te cobram mais elas não tem é nada que se meter com a dor alheia, vc está certa de falar oq quer na hora que bem quer
    Quando soube da Larisse espalhei a noticia rs muitooooo bom mesmo saber disso
    bjus

  20. jeane ataide Disse:

    Renata adorei ler o que vc postou, estarei me preparando para rever daqui um mês a pediatra do meu filho, ela acabou de perder no dia 06/07 a sua filha maisnova, de cinco anos, uma tragédia, que aumenta ainda mais esta dro, o marido dela, também médico, esqueceu de puxar o freio de mão do carro deles na garagem, a filha estava na calçada de casa, o carrod esceu derrubando o muro que a matou… uma tristeza muito grande e sempre ela e a irmã estavam presentes na festinha do meu filho, as via sempre, estou sentindo demais e fiquei pensando quando rever a médica dele o que vou falar?!! o que vc colocou aqui é tudo aquilo que uma pessoa queria saber para falar ou fazer algo errado e acabar machucando ainda mais e acima de tudo respeitar os momentos. beijos.

  21. Paula Pereira Disse:

    Oi Re!

    Estava com saudades de “te ler”! Saudades de saber de vc, do Biel, do Vini e agora com uma supresona: a Larissa! Que delícia! Parabéns!

    Um beijo enormeeeeeee

  22. Patty Disse:

    Oi, nunca tinha postado em seu blog,”conheci” você através de uma amiga Gabriela, mãe do Gabriel porofessora de Ed .Física em uma época muito difícil da minha vida, em junho de 2007 quando deus levou me Davi com 35 semanas, e ela me disse pra dar uma olhada na sua “experiência” , no momento em que estava vivendo ler toda sua história foi uma parte importante do meu processo. Esses dias perguntei a Gabriela no orkut sobre você. Não tenho palavras para descrever como ler esse post e te “ver” de volta foi importante pra mim. Por que agora passado um pouco a fase do luto vivo um momento em que todos acham que estou ansiosa, e que eu “não devo” ficar pensando em engravidar, “que qdo menos esperar vai acontecer”, sabe aquelas coisas de todo mundo ficar dando palpites…
    Bom estou dois dias de atraso e acho que estou grávida de novo, espero que sim, que renovo senti em te “ler”. obrigada por dividir conosco tudo o que pensa e compartilhar um sentimento que também é meu.
    Abraços Patty
    ps: acho que criar um blog é realmente a melhor saída qdo ninguém quer mais nos escutar.

  23. MARA FREITAS Disse:

    OI,RENATA MUITO LEGAL PODER LER COISAS COMO ESSAS QUE TU ESCREVE,ME AJUDOU MUITO. FICA EM PAZ!!!!!!!!

  24. Rita Disse:

    Rê, Hj meu dia será mais feliz, sabe pq? eu te encontrei. Mesmo sem te conhecer vc faz parte da minha vida e eu gosto muito de vc.Nas minhas orações eu sempre rezo p/ vcs.
    Que Deus te abençoe,
    um beijo
    Rita

  25. Adriana Castilho Disse:

    OI Rê, que felicidade! Hoje, 07/10, descobri que vc voltou no ar. Só agora eu soube!!!!
    Estou aqui me envolvendo com a leitura, pois adoro seu jeito de escrever , sua lucidez e sua sensibilidade. Antes eu te visitava, mas usava o nome Adriana Medeiros (me ultimo sobrenome de casada e que hoje estou separada), por isto estou usando o ultimo de solteira mesmo.
    Bom, este post seu foi colocado 2 dias depois q meu irmão faleceu…Nossa que susto, que dor, que saudade! Ele morreu em um acidente de carro na BR 116, deixando uma viuva de 28 anos e 1 filha q iria completar 1 ano. E como ele amava esta família! ele tinha 34 anos e compeltaria 35 agora em setembro.
    A saudade é gde sim. POr isto me identifiquei muito com seu texto…Qta verdade! Quero poder chorar sem culpa.
    Todos falam “saudade sim, tristeza não”! .Odeio esta frase.
    Vc é muito especial Rê, tenha certeza disto e uma das suas missões é confortar muitos corações com suas experiências (isto vc já de ve saber).
    Tô muito feliz de vc estar de volta e estou aqui devorando seus posts.
    Parabéns pela filhota!!!!!
    Fique com Deus!
    Adriana

  26. VERA LUCIA FERRAZ PIMENTEL Disse:

    NOSSA ESTOU CHORANDO ATE AGORA… EU TB PERDI MINHA FILHA LINDA SEU NOME CARINA… O QUE ME DOI É QUE ELA DEIXOU TRES FILHOS…..ESTAO COMIGO CAROL…LIANE …E MEU PEQUENO DUDU. SAO MINHA VIDA … FIZ DE TUDO GANHEI A GUARDA DEFINITIVA DOS TRES MAS A SAUDADE DE MINHA FILHA É MUITA … MAS EU NAO DIGO MINHA FILHA MORREU…. EU FALO MINHA FILHA FOI EMBORAA UM DIA VAMOS NOS ENCONTRAR DE NOVO . ….A MINHA FILHA ESTA AQUI COMIGO MUITO JUNTINHO DE MIM PARA SEMPRE ……….
    ELA NAO MORREU ELA SO FOI MORAR COM DEUS ////// MEU NOME VERA LUCIA DEIXO UM GRANDE ABRAÇO PARA TODAS AS MAES QUE TB PERDEU SEUS FILHOS E QUE TENHA CERTEZA QUE ELES NAO MORRERA PQ UM FILHO NUNCA MORRE PARA NÓS
    BJS

  27. lenny Disse:

    É um assunto muito delicado, Rê. nossa vc se mostrou uma pessoa muito forte,sei como e perde uma pessoa amada..
    OOOoo melhor vc,nao perde ela sempre estara ao seu lado…
    e por mais q seja ruim,a vida nos da presentes…
    e ele es um anjinho o teu maior presente e por mais q esteja longe ele nunca dexa
    de brilhar ao olhar pro ceu,ele sempre ta la pra te conforta…

  28. cleide braga Disse:

    Renata como superar esta dor, que parece aumentar a cada dia? Hoje está fazendo 86 dias que meu filho de 21 anos morreu de acidente, vindo de um trabalho de consultoria ambiental. Ele era um menino especial,íntegro,alegrava a todos que passavam pela sua vida, estudante do 7º período de Ciências Biológica da Puc, um presente de Deus para mim. Sinto que uma grande parte de mim também morreu, ficando apenas o mínimo para cuidar da Naty de 16 anos.Que Deus te abençõe e continue te dando força.

  29. conceição Disse:

    Meu coração está ferido, perdi meu principe de apenas 3 anos, vítima de afogamento.Não estou conseguindo reagir.Cada dia é uma tortura.Sinto muita falta dele,de pegá-lo no colo ,de cuidar dele:levá-lo na escola, alimentá-lo, enfim de tudo q eu fazia.Está difícil de entender pq ele partiu deixando uma irmãzinha, uma mãe e um pai q tanto o amava.Era uma criança bem cuidada o xodo da casa, meu cachulinha.Existem tantas crianças sofrendo neste mundo q a morte seria um descaço e o meu filho tinha uma família … Como eu gostaria q o tempo voltasse, nunca teria ido aquele clube.Meu filho tinha tanto amor para receber.Ele não teve a oportunidade de crescer, as vezes penso em morrer também e fico preocupado com a dor das pessoas q me amam minha filha , meu marido e todos os outros.A vida não tem mais sentido até um dia ensolarado, a chuva e o vento me entristessem.

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