Mais um dia de trabalho começando. Tomara que seja mais um bom dia, com gente nova chegando e clientes antigos voltando à minha lojinha. Os fotolivros estão bombando e a personalização de festas tbm (aiaiai, vocês precisavam ver as coisas mais lindas que fiz para uma festinha de 1 aninho com o tema do Pequeno Príncipe). A “onda” agora são os fotolivros no estilo daqueles livros que contam tudo que acontecia no dia que o neném nascia. Já estou no terceiro! Cada um mais bonito que o outro.
Mas o que eu mais gosto mesmo é que a OfficeS é uma lojinha bem democrática. Aqui todo mundo é cliente…desde o vendedor de jornal no sinal aqui em frente até apresentador de telejornal capixaba. Aqui tem lugar e atenção para todo mundo!! Conheço meus clientes, chamo todos pelo nome e estou sempre a disposição de “jogar fora dois dedos de prosa”…rs. Não é difícil entrar aqui na loja e ver um cliente encostado no balcão, papeando, contando suas histórias. Acho que eles se sentem confortáveis pois sou o tipo de pessoa que gosta mais de ouvir…rs…e ouço sempre com muito prazer. Talvez pq ao invés de blábláblá, eu encare o bate papo como uma forma de aprender, de agregar experiências, de crescer.
No meio de tantos “causos” alguns clientes viram amigos, viram confidentes…tenho, por exemplo, dois clientes que perderam filhos pequenos como eu e que, também como eu, aprendem a cada dia driblar um pouco a dor da ausência. O Seu Araújo, por exemplo, é dono de uma oficina mecânica num bairro não muito próximo daqui e, Deus sabe como, chegou aqui na loja p/ usar os serviços de voip. Numa dessas ligações ele falou sobre um filho dele que havia falecido muito rápido (menos de 1 mês) também de leucemia. Falou com o amigo sobre o descaso dos médicos, que o guri era super saudável e foi de uma hora para outra. Logo me identifiquei naquela história, mas continuei quietinha, no meu canto, fazendo meu trabalho. Sei que ele desligou o telefone chorando muito e eu ofereci um copo d’agua, pedi para que ele sentasse e ficasse calmo, disse que ele não sairia da loja enquanto ele não estivesse bem. Entre soluços ele me contou sua história e eu ouvi…passou um filme na minha cabeça pois foi tudo muito igual…até a pediatra do filho dele (que hoje é processada por negligência por ele) era a mesma do Vinícius. A equipe médica e o hospital tbm eram os mesmo…bem, ouvi, ouvi, ouvi o relato daquele pai desesperado sem dar um pio. Já era hora de fechar a loja e o Júnior chegou, mas ainda assim ouviu boa parte de tudo. No final, Seu Araújo falou que era estranho ele falar aquilo tudo, para gente que ele não conhecia e que não tinha dimensão daquela dor. Supreendentemente o Júnior falou…rs. Despejou tudo, falou do Vini, da dor, da raiva, da não aceitação. Júnior falou coisas que nem eu poderia imaginar que ele sentia. Sei que no final, o Seu Araújo disse que se sentia mais leve pq ninguém até então tinha se disposto a ouvi-lo, nem a mãe do menino. A partir daquele dia, esse cliente virou meu “paciente de balcão”…rs. Todos os dias ele vem aqui, próximo ao fechamento da loja, para conversar, para falar do filho e a gente sempre ouve. Outro dia comentei com o Júnior que achava o Seu Araújo muito carente, por isso ele aparecia sempre por aqui.
Um outro cliente, Seu Nilson, dono de uma agência de publicidade, um negro lindo de quase 2 metros de altura, botafoguense roxo, tbm perdeu um filhinho, com a idade do Vini, há 2 anos atrás, por conta de um acidente doméstico, que causou traumatismo craniano. Na missa de sétimo dia, sua esposa descobriu que estava grávida. Hoje, o Gabriel dele é apenas uma semana mais novo que o meu Gabriel. No dia que ele chegou aqui pela primeira vez, veio querendo saber sobre fotolivro. Queria fazer uma homenagem ao filho, que completaria 4 aninhos naquele mês. Aí falei com ele que ele poderia colocar fotos da esposa grávida e fazer um “histórico” até os dias de hoje, da turminha da escola, das festas, do Davi (esse era o nome) e do Gabriel juntos…Putz, vcs não podem imaginar a cena…a Ivy estava aqui e está de prova…aquele homem enorme desmontou! Começou a chorar muito e não párava…e eu ali, sem entender nada, completamente sem graça…até que ele falou ”como eu queria que isso fosse possível…”. Aí eu entendi o porquê do choro…foi quando ele falou do que tinha acontecido, das 3 tentativas dele de se matar depois que o filho faleceu e da depressão profunda da esposa. Quando ele falou que o filho foi enterrado com o uniforme do botafogo, aí quem desabou foi eu…foi a única vez que eu chorei na frente de um dos meus “pacientes”. Seu Nilson vem pelo menos 1 vez por mês aqui, mas liga sempre para saber como estou e para falar o que está sentindo…no final dos nossos papos ele sempre brinca falando que eu deveria cobrar a consulta…rs
E é sempre assim, mesmo correndo para tirar cópias ou montando uma arte, sempre tem cliente pendurado no balcão, me mostrando todos os dias que gente boa tbm tem sua cruz para carregar…são histórias lindas, historias de amor, histórias de perdas, histórias de superação que poderiam preencher um livro! Acho que é isso que torna o que eu faço ainda mais gostoso…acredito que isso tbm ajuda a me confortar. E é isso, se tem alguém por estas bandas e quiser se pendurar no balcão para contar seus causos, pode vir que estou aqui…rsrs
Um beijo
Rê
Obs.: Gente, para começar tudo numa boa, os comentários com e-mail fake ou anônimos são automaticamente enviados para a pasta de spam.
Tags: psicologia de balcão
10 Julho, 2008 às 11:18 am |
Rê,
Que bom que vc voltou! Ficava sempre imaginando como estariam vocês e sobretudo como estaria o Biel, após todo esse período. Comemorei muito quando soube que você estava grávida novamente.
Não sei se você se lembra de mim, sou a Ana Luiza que postou no blog antigo sobre a Maria Clara, a sobrinha da minha irmã que também virou anjinha aos dois aninhos. Tinha acabado de acompanhar toda a sua história pela internet e sofrido muito como se fosse um parente próximo e mal podia imaginar que alguns meses depois acompanharia novamente uma situação assim só que agora de carne e osso. Lembro que na ocasião fiquei muito emocionada com seu post em homenagem a ela e ficava sempre imaginando como seria bacana se os pais dela pudessem te conhecer para fazerem mais ou menos os que seus clientes/pacientes fazem: falar sobre uma experiência que só pode ter noção quem já passou por ela. Sei que as pessoas que passam por isso têm necessidade de falar sobre (minha duas avós perderam filhos jovens, e precisam falar disso até hoje), mas nem sempre a pessoa que as escuta sabe como agir, muitas vezes achando que vai ajudar dizendo para pensar em outras coisas, nos outros filhos, ou coisas do gênero.
Por coincidência, anteontem Maria Clara completaria 3 aninhos e nessa semana sua mãe, Patrícia, também descobriu que está grávida. Foi sem dúvida uma benção, ainda mais por ter sido nesse mês tão sofrido para todos.
Tenho muito carinho por todos vcs.
Bjs em toda a família também no barrigão!
ANA LUIZA, MÃE DA BEBEL
10 Julho, 2008 às 11:28 am |
Oi Linda Renata!!!
Nossa não sabe a felicidade que estou em saber que esta de volta e compartilhando conosco sua vida..suas experiências….
Saiba que vc é amada por muitas pessoas…pessoas assim como eu que nunca te vi…mas tenho maior carinho e respeito…
Que Deus continue te dando forças..
Que essa princesinha que vem ai..te traga muitas alegrias junto ao Biel..
Beijus..linda..
Um forte abraço pra vc!!!
10 Julho, 2008 às 11:41 am |
Oi Rê… olha, falando nos fotolivros, seria uma boa eu montar um com as fotos (as mais bonitas) da minha viagem, o que vc acha? Tem cada foto legal!!!
Quanto à sua “psicologia de balcão”, não deixa mesmo de ser uma terapia, essa conversa, essa troca de experiências… no fundo a gente até aprende muito mais que ensina não é mesmo??? Beijos amiga!!!!
10 Julho, 2008 às 11:47 am |
Como eu fico pendurada naquele balcão !!!
Já “batemos” altos papos lá, né ??!!!
Bjs
10 Julho, 2008 às 12:17 pm |
Ai isso é que faz sentido na vida né, saber que ainda existi pessoas boas, que tem um coração puro né, e vç sempre com sua sinceridade me fazendo emocionar, ando tão deprimida, ta tudo tão complicado na vida, mas tenho fé que está maresia ruim vai passar tenho muita fé que Deus não desampara nunca, bjos
10 Julho, 2008 às 1:04 pm |
Aí Rê, “força na peruca”, que, com que estes clientes a terapia vai longe.
Tenho uma amiga, a Liliane, ela tenha uma franquia da Nobel aqui na cidade. Ela nota como você, aqueles que mais passam por lá, mesmo para somente tomar um cafézinho, são os mais carentes, e, que se tornam amigos.
Na verdade Renata, cada um com seu “livro”, e, dentro dele há: fadas, céu, estrelinhas, amores, e, tudo mais …
Que Deus continue abençoando a loja!!!
Super beijos …
10 Julho, 2008 às 1:51 pm |
“Não há dor maior ou menor no mundo” ouvi essa frase uma vez e concordo plenamente.
A minha dor é maior porque dói em mim, a dos outros é maior para eles porque dói neles..
Eu como já havia comentado no outro blog, passei por quase a mesma coisa que vc Rê, foi tudo muito parecido e o final o mesmo.
É uma dor insuperável, as vezes dói tanto, que não parece nem mais uma dor emocional, parece até uma dor física de tanto que dói. a gente passa a conviver com ela, mas ela nunca vai deixar de existir e tem dias que não dá, desabamos mesmo, é um luto eterno
Tem dias melhores e outros horriveis, aqueles que nós achamos que não era nem para ter saído da cama, os dias de questionamento, entender isso eu sei que eu não vou conseguir, pq eu não entendo mesmo.
Mas é assim mesmo, a cada dia vamos reaprendendo a viver, temos que seguir em frente, e nesses momentos que o coração aperta mais um pouquinho encontramos pessoas como vc, que com as palavras ou até mesmo o silêncio tranquilizam, alivia um pouquinho, faz bem “colocar para fora” algumas vezes…
Foi assim pq tinha que ser né?
Olha eu “desabafando” aqui tbém.rs
Admiro muito vc por isso, está sempre ajudando os outros, seja quem quer que seja.
Que vc tenha uma semana maravilhosa.
Beijos da amiga Ana
10 Julho, 2008 às 5:17 pm |
Nada nessa vida é por acaso. Até sem querer a gente aprende. Como vc é uma pessoa do bem, vai tirar boas lições pra sua vida dessa ajuda no balcão. Imagino os mimos que vc está fazendo aí na OfficeS!!!
Sucesso!!!! Bjssssssss pra família!!!
10 Julho, 2008 às 7:37 pm |
Rê linda…
como eu queria me pendurar horas nesse balcão…
rsrsrsrsrsrsrsrs
olha! vc faz fotolivro pra entrega por sedex?
se faz me diz que quero o orçamento ta?
esquece não…
vc ta na faculdade? curiosa agora…
bjs
10 Julho, 2008 às 7:50 pm |
Ai ai q falta faz uma “doutora de balcao” pra mim…
To trabalhando com transporte escolar. Mas tem um colegio, querida Re, q me deixam em frangalhos literalmente… Me sinto pesada qndo eles estao na van. Tanto q qndo sai os ultimos eu dou um grito assim q saimos da casa deles. O meu amigo – que é o motorista e meu chefe – ele tb se sente assim!
Meu coraçao ta horrivel! Nao to bem de amores! Eh horrivel isso.
Mas vou superar!
Beijos
Eminha.
10 Julho, 2008 às 10:15 pm |
Essa terapia de balcão é realmente muito válida, tanto para quem está escutando, quanto para quem está falando. É uma troca de experiências q só faz bem a alma e alivia as nossas dores. Beijos!
10 Julho, 2008 às 11:09 pm |
Rê, querida!
Que bom que vc voltou ao mundo virtaal, seja bem vinda!!!
Já que vc tocou neste assunto de psicologia…rs, gostaria de te pedir uma ajuda:
Sou irmã da Ana Luiza e tia da Maria Clara. Tenho me sentindo um pouco sem saber como agir para ajudar o Márcio e a Patrícia, seus pais.
No início, íamos todos os dias na casa deles e a família se uniu como nunca. Passavamos os dias juntos, e acabávamos por distraí-los, e conseguíamos por vezes até forçar alguns sorrisos.
Eles se sentiram muito amados e muito apoiados, eu acho. Agora que a poeira baixou, todo mundo digeriu esta história louca – este filme de terror bizarro – cada um seguiu a sua vida, dando este assunto por encerrado. Sinto que as pessoas preferem não tocar no assunto, talvez até para não deixá-los tristes, para fazer com que se esqueçam, que toquem as suas vidas. A verdade é que ninguém sabe muito como agir, o que falar, o que fazer. Mas fiquei com uma sensação de que eles estão se sentindo um pouco abandonados, com a dor solitária deles, agora que, pra todo mundo, a vida voltou ao normal.
O meu marido, por exemplo, acha que não devemos mais tocar neste assunto com eles, devemos chamá-los para sair, e tratar de animá-los, fazê-los se divertir, etc. Só que não sinto que eles queiram isso…
Outro dia o Márcio veio aqui, e ficou procurando o santinho da Maria Clara que eu fiz, para a missa de sétimo dia dela. Ele costumava ficar pendurado na geladeira, junto com os imãs de geladeira de aniversários das crianças, mas o Maurício, preferiu tirar, achando que poderia deixar as pessoas tristes…
Pois eu vi bem, quando ele procurou com os olhos, a fotinho por toda a geladeira, ficando decepcionado quando não a encontrou. No seu semblante, eu li seu sentimento: “Todos esqueceram dela…”
Eu, dentro de mim, sentia que não deveria tirar a foto da pequena, pois, pra mim, ainda é um assunto muito doído. Tenho muita vontade de fazê-los se sentir melhor, mas não acho que estamos conseguindo.
A Patrícia, gosta de falar na filha, as vezes, como se ela ainda estivesse por aqui. Todo mundo fica constrangido e procura mudar de assunto. Mas eu percebo que ela tem essa necessidade de marcar a presença da filha para que não se esqueçam dela. Assim, procuro falar normalmente, embora não me sinta natural fazendo isso. Ela cita as gracinhas da Maria, conta momentos da sua vida de forma casual. Mas sinto que ela sofre muito com isso, claro. As vezes gostaria de dizer que também penso neles todo o tempo, que ainda é algo muito doído pra mim tbém, que vai me marcar para o resto da vida, que eles não estão sozinhos nesta dor… Como eu posso fazer com eles saibam que eu estou com eles nisso?
bjs e obrigada
Lali
11 Julho, 2008 às 9:44 am |
Oie,
Já conheço um pouquinho da sua historia, e vc é uma pessoa muito especial eu não tenho duvidas.
Sou amiga da Sibelle e foi por ela que conheci sua historia.
Vc merece tudo de melhor dessa vida, e que com essa nova fase sua vida siga com muita paz e com a certeza que tudo vai dar certo.
To te esperando lá no nosso cantinho.
Bjos
Bárbara, lu e Be
11 Julho, 2008 às 10:13 am |
Oi Rê
Quantas saudades!!!!
Não sei se vc “ainda” se lembra de mim, sou a Chris, mamãe do Pedro, da Laura e do Rafael, um triozinho de 2 anos e 3 meses, que mora em Porto Alegre-RS, acompanhava seus blogs anteriores e senti muito quando vc abandonou este mundo de blogs, mas entendi perfeitamente teus motivos.
Parabéns pela Larissa, lindo nome!!!
E dê muitos beijos no Biel por mim.
Agora tenho um cantinho tb, apareça por lá e conheça meus sapecas.
Beijocas da Chris
11 Julho, 2008 às 12:35 pm |
ôh re acho que vou nesse balcão também, aqui no meu trabalho num tem mulher pra bater papo comigo. Dei tanta risada com a boa bisca….rs Espero que afirme com o baba né, porque e tao dificil achar alguem legal.
beijos
11 Julho, 2008 às 3:25 pm |
Que coisa incrível esses encontros… parece coincidência, mas às vezes acho que é uma força operando… sei lá… juntando os semelhantes para que eles descubram uma forma de se ajudar uns aos outros. E pelo visto, dá certo.
Se eu morasse aí, tb me pendurava no seu balcão!
16 Julho, 2008 às 11:34 am |
Acho que vou te mandar meu Diploma pelo Sedex amiga!
Esse compartilhar é um dos melhores tratamentos…
Beijos.
Ju
PS. Tava ausente por pura maluquice….. não sei onde favoritei o blog e só hoje me lembrei da palavra chave “Jardim” pra fazer busca no google
17 Julho, 2008 às 2:37 pm |
Nossa como queria ir aí te conhcer
e conversar com você também
Deus manda pessoas em nossas vidas na hora certa, talvez eles querem uma palavra amiga outro dia somos nós que precisamos de um conselho
E Deus sempre ungi nossos lábios para palvras de amor r carinho
beijos
30 Julho, 2008 às 1:13 pm |
Ai quem me dera !rsrrsrs Só se for balcão on line kkkk, Deus é fiel Rê estou mui feliz com tua volta no blogterapia serve para mim tb ,pois tenho um filho com uma doença incuravél, mais tb tenho um Deus que pode fazer o impossivél acontecer bjos!Te adoroooo!
26 Agosto, 2008 às 5:01 pm |
Oi,
Meu nome é Ana Lúcia, tenho 31 anos e há 1 ano e 9 meses perdi meu único filho, Gabriel, de 12 anos (hoje ele estaria com 14 anos). Ele teve Leucemia (L.L.A)
Foram 2 anos e meio de tratamento onde eu achei que no final tudo daria certo, mas não deu…
Sinto uma dor tão grande que só quem já perdeu um filho pode entender. Meu filho era lindo, cheio de vida, até que veio a doença e foi acabando com ele aos poucos. Ainda não consigo entender o que aconteceu, não consigo entender o PORQUE!
Sei que a vida continua, que tem que continuar, mas como???
Sinto como se meu filho “tivesse me deixado” na semana passada. E acho que conversar sobre isso com pessoas que não passaram por isso é muito dificil. Acho que as pessoas não entendem. Acho que devem pensar: como é que uma mãe que perdeu o filho ha mais de 1 ano ainda pode sofrer tanto?
Por isso é muito dificil para mim conversar sobre esse assunto com outras pessoas. Faço análise até hoje e só com a terapeuta eu converso. No início foi muito difícil pra mim, tentei inclusive (sem sucesso, me matar), mas não era a morte que eu buscava, e sim acabar com a dor que eu sentia. Hoje estou… melhorando… acho. Mas nunca vou aceitar a perda do meu anjinho.
Espero que alguém leia meu “desabafo” e me escreva de volta.
Obrigado.